sábado, 18 de julho de 2015


O caminho se faz

Um pouso
Uma pedra qualquer
Um destino que leve
a algum lugar

Um impulso 
e o pulso a pular:
É necessário fazer
o que precisa ser feito

Mesmo que o vento leve os passos 
E a moça embalada queira flutuar
Mesmo que a noite se aproxime
Mesmo que o dia tarde.

Há algo imutável em cada esquina
No som do silêncio há vida
Na tarde chuvosa é possível ser chuvisco
No frio é possível ser cobertor

E se cobrir
Se cobrir...

E possível ser
Mesmo que nada.

Mas o melhor é ter um pouso
Uma pedra, um destino que leve
a algum lugar. 
E deixar ser.

 Deixar o ser ser o que tiver de ser(es).



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